MULHERES ADMIRÁVEIS: MARIA FELIPA DE OLIVEIRA - Da Literatura

15/05/2020

MULHERES ADMIRÁVEIS: MARIA FELIPA DE OLIVEIRA



Todas as sextas-feiras, Lidiane Bach Leandro, do Rascunhando Silêncios, e eu publicamos sobre a vida de MULHERES ADMIRÁVEIS.

Aproveitem para conhecê-las! 
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Nossa MULHER ADMIRÁVEL desta sexta-feira é MARIA FELIPA DE OLIVEIRA.






Maria Felipa nasceu escrava em data desconhecida e após conseguir sua liberdade, tornou-se marisqueira, pescadora e trabalhadora braçal. Normalmente, ela é descrita como uma negra alta e forte, que vestia saias rodadas, bata, torso e chinelas.


Ela se voluntariou para participar em defesa da Independência da Bahia, entre 1822 e 1823. Começou espiando a movimentação das caravelas e depois passando as informações para o Comando do Movimento de Libertação.


Mais tarde, liderando um grupo de mulheres e homens de diferentes classes e etnias, fortificou as praias com a construção de trincheiras, organizou o envio de mantimentos para o Recôncavo e as chamadas “vedetas” que eram vigias nas praias, feitas dia e noite, a fim de prevenir o desembarque de tropas inimigas, além de participar ativamente de vários conflitos. Quando soube que uma frota de 42 embarcações portuguesas preparava-se para atacar os lutadores na capital baiana, ela não pestanejou: convocou mais de 40 companheiras para seduzirem a maioria dos soldados e comandantes e depois os atacarem com uma surra de cansanção (planta que dá uma terrível sensação de ardor e queimadura na pele). Depois, incendiaram todas as embarcações. Essa ação foi decisiva para a derrota dos portugueses em Salvador.


Maria Felipa é símbolo da resistência, de uma população que mesmo notificada para deixar a ilha pelo governo de Cachoeira, preferiu permanecer e lutar pela sua liberdade. Por seus feitos, ficou conhecida como Heroína Negra da Independência.


Após a vitória, ela voltou para suas atividades de marisqueira e capoeirista, até a sua morte em 4 de janeiro de 1873.


A história de Maria Felipa pode bem ter sido inspiração para a Maria da Fé de Viva o Povo Brasileiro, romance histórico escrito por João Ubaldo Ribeiro.


Em 26 de julho de 2018, foi declarada Heroína da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 13.697, tendo seu nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, situado em Brasília, Distrito Federal.



Gostou da nossa mulher admirável? Tem alguma mulher que você gostaria de ver aqui? Manda mensagem para a gente!



Ana Karina (ou só Karina) é a criadora e autora do blog Da Literatura. É gaúcha de Porto Alegre, geminiana tagarela e mãe da Capitu e do Bilbo. Atua como professora de Literatura e Língua Portuguesa da rede municipal e ama a sua profissão. Viciada em livros, cinema, arte e cultura geek. Adora viajar, conversar e fazer piadas sem graça.

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