MULHERES ADMIRÁVEIS: HELEN KELLER - Da Literatura

01/05/2020

MULHERES ADMIRÁVEIS: HELEN KELLER



Para quem está acompanhando, todas as sextas-feiras, Lidiane Bach Leandro, do Rascunhando Silêncios, e eu publicamos sobre a vida de MULHERES ADMIRÁVEIS.

Aproveitem para conhecê-las! 
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Nossa MULHER ADMIRÁVEL desta sexta-feira é HELEN KELLER.



Helen Adams Keller é, provavelmente, a pessoa surdo-cega mais famosa da história da humanidade. Ela superou muitas dificuldades pra conquistar um bacharelado e se tornou escritora, filósofa, conferencista e ativista pelos direitos de minorias e pessoas com deficiência.

Keller nasceu em Tuscumbia, Alabama e, aos 19 meses, ficou cega e surda por causa de uma doença que hoje acredita-se ter sido escarlatina ou meningite. Ela conseguia se comunicar usando sinais e, aos sete anos, tinha mais de 60 sinais que usava para falar com a família.




Em 1886, sua mãe, inspirada pelo relato de Charles Dickens em American Notes a respeito da educação bem-sucedida de outra mulher surda, conseguiu uma consulta com um especialista em olhos, ouvidos, nariz e garganta, em Baltimore, em busca de aconselhamento. Ele encaminhou a família para Alexander Graham Bell, que, por sua vez, os aconselhou a contratar a Perkins Institute for the Blind, que localizada em South Boston. Na escola, diretor solicitou à ex-aluna Anne Sullivan, ela própria uma pessoa com deficiência visual, para tornar-se instrutora de Helen. Em apenas seis meses, Keller aprendeu 625 palavras. Este foi o início de uma relação de 49 anos durante a qual Sullivan tornou-se professora e acompanhante de Keller.




Em 1902, estreou na literatura publicando sua autobiografia A História da Minha Vida. Depois iniciou a carreira no jornalismo, escrevendo artigos no Ladies Home Journal. Ao longo de sua vida, publicou 14 livros. Em 1904, graduou-se bacharel em filosofia pelo Radcliffe College, instituição que a agraciou com o prêmio Destaque a Aluno, no aniversário de cinquenta anos de sua formatura.

Ela também viajou o mundo dando palestras que inspiraram pessoas cegas e surdas. Foi agraciada com títulos e diplomas honorários de diversas instituições. Foi membro honorário de várias sociedades científicas e organizações filantrópicas nos cinco continentes.

Keller era extremamente politizada. Além de ser membro do Partido Socialista, ela fundou a Associação de Liberdades Civis Americana, que apoiava, entre outras causas, o direito ao voto feminino e do uso de anticoncepcionais — no início do século 20, eram causas bastante ousadas. Ela também apoiava os trabalhadores, defendendo um sindicalismo revolucionário.

Por seu ativismo, foi nomeada ao Nobel da Paz em 1953. Ela morreu 15 anos depois, no dia primeiro de junho de 1968, aos 87 anos.

Sua história virou, além de um exemplo de vida, roteiro de filme: O Milagre de Anne Sullivan, de 1962.





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Ana Karina (ou só Karina) é a criadora e autora do blog Da Literatura. É gaúcha de Porto Alegre, geminiana tagarela e mãe da Capitu e do Bilbo. Atua como professora de Literatura e Língua Portuguesa da rede municipal e ama a sua profissão. Viciada em livros, cinema, arte e cultura geek. Adora viajar, conversar e fazer piadas sem graça.

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