Sétima Arte: Bacurau

12/09/2019



Oi, gente!

Essa semana eu assisti ao maravilhoso Bacurau! Que filme!!! 

Antes de começar vou deixar a sinopse oficial: Pouco após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos, os moradores de um pequeno povoado localizado no sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade pela primeira vez. Quando carros se tornam vítimas de tiros e cadáveres começam a aparecer, Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino), Plínio (Wilson Rabelo), Lunga (Silvero Pereira) e outros habitantes chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Falta identificar o inimigo e criar coletivamente um meio de defesa. 

Então, bora falar desse filmaço ...

Um filme arrebatador, visceral, autoral e, principalmente, necessário - sai do cinema com um vazio na alma e muitos questionamentos fervilhando meu cérebro, rsrs.

Tem uma fala no filme que merece a transcrição: “E quem nasce em Bacurau é o que? É gente.” - com isso já dá para perceber um pouco da mensagem ;)

Um filme cheio de camadas e metáforas, com uma história seca, dura e envolvente; é o cinema na essência!

O longa nos lembra filmes de faroeste com o toque distópico da ficção científica que, cena a cena, vai mesclando o calor e as dificuldades do Sertão com a adrenalina das histórias de ação e, com isso, nos instiga a tentar descobrir o que vai acontecer na próxima cena. 

Bacurau não tem medo de fazer críticas ao sistema, numa trama sem um protagonista, mas com personagens principais, que começa com Teresa voltando para enterrar a avó e encontrando a cidade sitiada, que do nada sumiu do mapa. A partir daí vamos encontrar personagens complexos que precisarão lutar e (re)existir.

Não por acaso, o museu e a escola viraram sedes de resistência, afinal só com cultura e educação poderemos manter a unidade e permanecer “vivos” como sociedade... estou sendo muito superficial nas considerações para evitar dar expoilers, mas digo que este filme me trouxe muitas e muitas reflexões!

Se eu fosse resumir essa obra arrebatadora e essencial do nosso audiovisual, eu diria que o filme mescla o faroeste vingativo de Quentin Tarantino, com toques da ficção científica de Stanley Kubrick, temperado com o realismo fantástico de Steve Spilberg, mostrando influências de "Encouraçado Potemkin", de Serguei Eiseinstein e "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha....
Para finalizar retomo o que disse no primeiro parágrafo: que filme!
 
Direção:  Kléber Mendonça





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