As Cartas na Rua de Charles Bukowski

06/06/2019


Entre altos e baixos, bloqueios e crises, tem horas que as letras do teclado somem pra dentro da garrafa.





E por que eu escolhi justamente esse livro, lido há quase dois anos atrás, pra escrever um artigo hoje, um domingo calorosamente agradável, depois de meses (meses? acho que é isso mesmo) sem escrever uma linha pra esse site (e consequentemente para o Da Literatura [sabiam que republico os posts de livros lá?])? Não tenho a menor ideia, mas se fosse pra chutar eu diria que é por causa da taça de vinho ao lado do computador.

(Pausa para um gole.)

Veja bem, não sou alcoólatra, eu acho. Na verdade essa e a primeira vez que bebo após uns bons meses (coincidência?). Mas sabem que era alcoólatra? Charles Bukowski, o autor desse livro. Um gênio, uma filha da puta machista, um gênio, um escroto sem tamanho, mas mesmo assim um gênio. Talvez de todos os seus defeitos o maior nem seja a sua misoginia, mas o  fato de hoje ser cultuado por um exército de babaquinhas hipsters.

Ninguém merecia um destino tão cruel.

O livro não é autobiográfico, ele narra as desventuras de Henry Chinaski, um fodido que vive altos e baixos e sempre se vê de volta ao emprego que odeia, o de funcionário dos Correios dos Estados Unidos. Bukowski por muitos anos também trabalhou por muitos anos nos correios, e odiava o emprego. Chinaski é Bukowski, com uma incrementadinha na história aqui e ali pra isso aqui não se tornar uma biografia enfadonha. E se alguém acha que esse emprego não é um inferno eu sugiro que pesquisem a origem do termo "go postal".

(Acabo de me virar para trás e ver a minha gata me olhando com cara de que está me amaldiçoando por removê-la da cadeira que estava dormindo para escrever. Melhor dormir com a porta trancada essa noite.)

Apesar de ser um emprego de merda, as desventuras de Chinaski nos correios rendem um livro de leitura extremamente prazerosa, repleto de sarcasmo salpicado com leves tons de baixaria, marca registrada de Bukowski. A edição que possuo é da L&PM, em formato pocket, possui 183 páginas com letras de tamanho razoável e papel branco. Não me lembro o preço que paguei, mas sempre comprem livros na promoção crianças, livrarias são escrotas com as editoras e funcionários e merecem falir.

Bem, acho que chegamos ao fim do post. Foi bom pra mim, não estou muito  interessado com a opinião de vocês. Um beijo.

"Eu vou comer o teu fígado, feladaputa!"
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