MULHERES ADMIRÁVEIS #11: Isadora Duncan

31/05/2019

Oi, gente! 

Para quem está acompanhando, todas as sextas-feiras, Lidiane Bach Leandro, do Rascunhando Silêncios, e eu publicaremos sobre a vida de MULHERES ADMIRÁVEIS.

Aproveitem para conhecê-las! 😍

Nossa MULHER ADMIRÁVEL desta semana é a ISADORA DUNCAN.




“Você já foi selvagem aqui uma vez. Não deixe que eles lhe domem.” Isadora Duncan



Isadora Duncan nasceu em São Francisco, na Califórnia, em 27 de maio de 1877, seu nome de batismo era Dora Angela Duncan.

Isadora foi a pioneira da dança moderna, revolucionando a dança no século XX e causando polêmica ao ignorar todas as técnicas do balé clássico.

Foi a primeira que ousou tirar as sapatilhas e dançar com os pés descalços e com os cabelos meio soltos, em cenários simples composto apenas por uma cortina, provocando, assim, uma verdadeira revolução no panorama da dança de espetáculo. Seu novo estilo teve boa aceitação na Alemanha e na Hungria.



Ela se inspirava em figuras das dançarinas dos vasos gregos e sua proposta era completamente diferente das regras do balé clássico, com movimentos improvisados, inspirados nos movimentos da natureza como o vento, plantas e animais. Corria pelo palco como uma bacante mitológica, evocando o espírito dionisíaco.

Em 1904, fixou residência na Grécia, para onde levou seus irmãos Elizabeth e Raymond. Juntos planejavam criar um templo-escola de adoração à dança dionisíaca, mas o projeto não se realizou. Esteve em Viena, na Áustria, onde apresentou “As Suplicantes”, de Ésquilo, com um coro de crianças gregas. Nesse mesmo ano, fundou sua primeira escola de dança, em Grünewald, subúrbio de Berlim, para crianças de classes mais pobres. Foi convidada por Cosima Wagner para coreografar e interpretar o “Bacanal de Tannhauser”, no Festival de Bayreuth, na Alemanha.



Em 1905 esteve em Moscou e seu trabalho chamou a atenção de destacados bailarinos russos, como Anna Pavlova, Kschessinska, Stravinsky, entre outros. Em 1920 casa-se com o poeta soviético Serguei Iessienin - poeta que teria inspirado Mayakóvski - de quem se separa dois anos depois.

Em agosto de 1916, aos 38 anos, Duncan se apresentou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Dizem que durante sua estada no Brasil, teria tido um affair com Oswald de Andrade que além da literatura e da pintura, era fascinado por dança.

Em 1979 em Nova Iorque, foi criada em sua homenagem a Isadora Duncan Dance Foundation, que tem entre suas missões, desenvolver projetos educacionais de alcance para as futuras gerações de bailarinos, através da implementação em diversas comunidades carentes, para que se desenvolva a valorização cultural, a confiança e o incentivo a auto expressão.

Isadora teve uma morte trágica, em 1927 na cidade de Nice em Paris, logo depois de publicar seu livro autobiográfico “My Life”, quando em um passeio em seu carro conversível, morreu asfixiada pela sua longa echarpe que prendeu-se às rodas do veículo.



Isadora Duncan, partiu cedo, mas deixou seu um legado seguido até hoje por muitas bailarinas em todo o mundo.


Gostou da nossa mulher admirável? Tem alguma mulher que você gostaria de ver aqui? Manda mensagem para a gente!


Ana Karina (ou só Karina) é a criadora e autora do blog Da Literatura. É gaúcha de Porto Alegre, geminiana tagarela e mãe da Capitu e do Bilbo. Atua como professora de Literatura e Língua Portuguesa da rede municipal e ama a sua profissão. Viciada em livros, cinema, arte e cultura geek. Adora viajar, conversar e fazer piadas sem graça.

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