MULHERES ADMIRÁVEIS #5: LYGIA FAGUNDES TELLES

19/04/2019


Todas as sextas-feiras, Lidiane Bach Leandro, do Rascunhando Silêncios, e eu estaremos publicando sobre a vida de MULHERES ADMIRÁVEIS.

Aproveitem para conhecê-las! 😍


Nossa MULHER ADMIRÁVEL desta sexta é a aniversariante LYGIA FAGUNDES TELLES.





Um dos grandes nomes do pós-modernismo brasileiro, Lygia Fagundes Telles é a quarta ocupante da Cadeira nº 16 da Academia Brasileira de Letras (eleita em 1985).

Lygia nasceu em 19 de abril de 1923, em São Paulo. Embora sua estreia oficial na literatura tenha ocorrido em 1944, com o volume de contos "Praia Viva", publicou aos 15 anos, com a ajuda do pai, seu primeiro livro de contos "Porão e Sobrado”, além colaborar com os jornais “Arcádia” e “A Balança”, ambos vinculados à Academia de Letras da faculdade onde estudava Direito.



A autora considera sua obra de natureza engajada, ou seja, comprometida com a difícil condição do ser humano em um país de tão frágil educação e saúde. Ela procura apresentar, através da palavra escrita, a realidade envolta na sedução do imaginário e da fantasia.

Em 1976, durante a ditadura militar, integrou uma comissão de escritores que foi a Brasília entregar ao Ministro da Justiça o famoso “Manifesto dos Mil” - declaração contra a censura a qual foi assinada pelos mais representativos intelectuais do Brasil.




Lygia foi agraciada com diversos prêmios, entre os quais o Jabuti e o Camões. Instituído pelos governos do Brasil e de Portugal, o Camões é um dos mais prestigiados prêmios da língua portuguesa. Em 2016, aos 92 anos, tornou-se a primeira mulher brasileira a ter sido indicada ao prêmio Nobel de Literatura.

Prêmios Literários


- Prêmio do Instituto Nacional do Livro, por Histórias do Desencontro (1958)
- Prêmio Jabuti, por Verão no Aquário (1965)
- Grande Prêmio Internacional Feminino para Contos estrangeiros, França (1969) por Antes do Baile Verde
- Prêmio Candango, concedido ao melhor roteiro cinematográfico, por Capitu parceria com Paulo Emílio Sales Gomes (1969)
- Prêmio Guimarães Rosa (1972)
- Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras; Jabuti e APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte, pelo romance As Meninas (1974)
- PEN Clube do Brasil, pelo livro de contos Seminário dos Ratos (1977)
- Prêmio Jabuti e APCA, por A Disciplina do Amor (1980)
- II Bienal Nestlé de Literatura Brasileira (1984)
- Prêmio Pedro Nava, (Melhor Livro do Ano), por As Horas Nuas (1989)
- Prêmio Jabuti; Prêmio Arthur Azevedo, da Biblioteca Nacional e APLUB de Literatura, por A Noite Escura e Mais Eu (1995)
- Condecorada com a Ordem das Artes e das Letras pelo governo francês (1998)
- Prêmio Jabuti; APCA; Concurso paralelo “Livro do Ano” e o "Golfinho de Ouro”, por Invenção e Memória (2001)
- Prêmio Camões, pelo conjunto da obra, Portugal – Brasil (2005)
 - Prêmio APCA, por Conspiração de Nuvens (2007)
- Prêmio Mulheres mais Influentes - Gazeta Mercantil (2007)
- Prêmio Dra. Maria Imaculada Xavier da Silveira, 2008 - OAB
- Prêmio Juca Pato 2009  (Intelectual do Ano) - União Brasileira de Escritores
- Prêmio Conrado Wessel de Literatura 2015



“Eu ficava olhando seu gesto impreciso, porque uma bolha de sabão é mesmo imprecisa, nem sólida nem líquida, nem realidade nem sonho. Película e oco.” (A estrutura da bolha de sabão, 1978)



Primeira edição de Ciranda de Pedra, publicado em 1954.
É uma das obras mais conhecidas da autora e foi realizada adaptação para a telenovela duas vezes.

Tem alguma mulher que você gostaria de ver aqui? Manda para a gente!


Ana Karina (ou só Karina) é a criadora e autora do blog Da Literatura. É gaúcha de Porto Alegre, geminiana tagarela e mãe da Capitu e do Bilbo. Atua como professora de Literatura e Língua Portuguesa da rede municipal e ama a sua profissão. Viciada em livros, cinema, arte e cultura geek. Adora viajar, conversar e fazer piadas sem graça.

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