SÉTIMA ARTE: JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO

07/06/2018






3 anos depois dos acontecimentos do filme anterior, só restaram do parque Jurassic World os escombros e os dinossauros vivendo soltos na ilha Nublar. Eis que o vulcão que existe nela entra em erupção, ameaçando trocar o status de todas aquelas criaturas para “extinto” novamente.
Em uma contagem regressiva para o fim definitivo do Jurassic World, o governo americano precisa decidir se intervém e salva a vida dos dinossauros, ou se esse evento é uma mensagem da natureza, corrigindo os erros do homem - que não devia ter trazido esses monstros de volta à vida em primeiro lugar - e, portanto, deixar que o que tiver de acontecer, aconteça, seria a solução mais sensata.


Esse é o cenário de entrada de Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom), que nos traz de volta Claire (Bryce Dallas Howard), agora tentando salvar os dinossauros por outros meios, o que a leva de encontro a um homem chamado Eli Mills (Rafe Spall, do episódio de natal da segunda temporada do Black Mirror), que tem um plano endossado por um dos criadores do Jurassic Park original, o sr. Lockwood (James Cromwell): ir à ilha Nublar, buscar os dinossauros e levá-los a uma outra ilha, um santuário, para que possam viver livres e sem a interferência humana. Claire topa na hora e convence Owen (Chris Pratt, heroizaaaço, carisma absoluto!) a encarar a missão junto com uma “páleoveterinária” - sim, isso existe! -, Zia Rodriguez (Daniella Pineda, de The Originals) e um tech guy, Franklin (Justice Smith), com quem eu me identifiquei absurdamente! Ele tem um pavor totalmente racional de voar de avião, sente um desconforto completamente justificável frente à natureza e se borra de medo do T-Rex, tudo igualzinho ao autor deste texto. Tudo lindo! Time formado e pronto para ajudar uma equipe de mercenários a capturar os animais e levá-los ao santuário. Ou, ao menos, é isso que Claire pensa que vai acontecer…






Jurassic World é um filme de monstro em sua essência. Tem todos os clichês do gênero, e isso não é uma coisa ruim. Ele cumpre seu propósito: diversão. Está tudo lá. O cara que escapa por um triz de ser devorado por um T-Rex para depois ser comido por outro dinossauro maior. Chris Pratt parando o velociraptor com a mão esticada (muitas vezes!). Novas espécies muito loucas de dinossauros, aprontando altas confusões. Aquela ocasional cena dramática para colocar uma vírgula no meio da ação. Explosões, chuva de lava, correria no meio da floresta com queda do penhasco direto na água (a cena do veículo redondo do primeiro filme caindo na água é a melhor do filme, veja em 3D!). Nada disso é novo, muito menos original, mas é bacana pra caramba!


A velociraptor Blue, que rouba a cena sempre que aparece, vai te deixar com vontade de ter um velociraptor em casa.



Se você é como eu, que sabe o que esperar de um blockbuster e não se importa com cenas impossíveis ou sobre-humanas, pois esses filmes são feitos disso, pode pegar a pipoca e o refrigerante grandes e ir pro cinema, que a diversão está garantida.

Jurassic World: Reino Ameaçado foi escrito por Colin Trevorrow e Derek Connolly (mesmos autores do filme anterior) e dirigido por J.A. Bayona (de O Impossível).
O filme estreia hoje em todos os cinemas do país.


Confira também uma mini-resenha sobre o filme no podcast Geekburger Snack #005 - Jurassic World: Reino Ameaçado, do Geekburger.






(Clique com o botão direito e escolha “salvar destino como”)



*Esta resenha foi escrita por Luis Volkweis.





Ana Karina (ou só Karina) é a criadora e autora do blog Da Literatura. É gaúcha de Porto Alegre, geminiana tagarela e mãe da Capitu e do Bilbo. Atua como professora de Literatura e Língua Portuguesa da rede municipal e ama a sua profissão. Viciada em livros, cinema, arte e cultura geek. Adora viajar, conversar e fazer piadas sem graça.

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