O QUE É TERROR?

05/10/2017



Como já disse aquiaqui, o mês de Outubro é época de festejar o Dia das Bruxas e muito se fala em terror. A programação da televisão, do cinema, de eventos literários e demais manifestações culturais são voltadas a esse gênero. Hoje eu vim falar um pouco sobre o Terror na Literatura pois percebo que muitas pessoas acabam se confundindo em relação às obras por achar que esse tipo de leitura precisa deixar o leitor de cabelos em pé.

Em primeiro lugar, o gênero Terror ou Horror está muito ligado à fantasia – poderíamos até dizer que é um subgênero do gênero fantástico – que possui o objetivo de causar medo, aterrorizar os seus leitores através de sentimentos de horror e terror.

Como assim sentimento de horror e terror, Karina? Essas palavras não são sinônimas? Para a Literatura, não!



Esclarecendo: o terror, no dicionário, possui um significado de sensação de medo muito intensa. Esse medo é uma perturbação angustiante causada por um risco real ou imaginário e quando essa sensação se apodera do indivíduo, este não consegue mais pensar de modo racional. Então, o terror não é necessariamente causado pelo sobrenatural. Uma pessoa pode sentir o terror da repressão de um governo, por exemplo, que é uma situação real e não sobrenatural (apesar de, muitas vezes, acharmos que somos governados pelo capeta... mas isso é outro assunto! Hahaha...)

Como exemplo de literatura de terror que não possui o sobrenatural no enredo, vou citar dois contos do Poe que se voltam para a criação de uma atmosfera de suspense essencialmente psicológica: O barril de Amontillado (é uma história que trata de uma vingança), O poço e o pêndulo (narrativa que trata de um homem sendo torturado na prisão). Além desses textos, posso mencionar também obras do Stephen King como Misery e Cujo.

Os filmes da série Pânico, de Wes Craven, são de terror e não possuem elementos sobrenaturais.

O horror contém elementos do sobrenatural em sua trama. É obrigatória essa regra, entende? Na verdade, a maioria dos produtos culturais que consumimos fazem parte do gênero horror. Então, histórias de vampiros, lobisomens, pactos com demônios e espíritos malignos e outros acontecimentos que trazem entidades as quais consideramos imaginárias, são narrativas de horror.

Independente do nome, esses textos, filmes, séries, pinturas, jogos e demais objetos de consumo servem não apenas para darmos gritinhos histéricos ou para ficarmos sem dormir. Uma obra de terror ou horror pode trazer muitas reflexões sobre o comportamento humano, além de cumprir o papel de ser uma metáfora para diversos medos da sociedade.

Considero-me uma leitora que aprecia – e muito – uma boa história de horror e de terror psicológico . Os clichês do gênero, estabelecidos principalmente pelos filmes da década de 90, me incomodam um pouco porque as situações apresentadas nos enredos acabam por se tornarem repetitivas. No entanto, a leitura de livros como Psicose, de Robert Bloch, Tubarão, de Peter Benchley, It: A Coisa MiseryO iluminado, esses últimos de Stephen King (rei!), fazem-me perceber como nós podemos agir de forma bastante desumana diante do medo e da loucura.

O filme Psicose, de Alfred Hitchcock, é uma adaptação do livro homônimo de Robert Bloch.


É inegável a influência deste gênero para a cultura geral. Presenciamos elementos de terror/horror na pintura, na música, no cinema, na literatura, na dança e em diversas manifestações artísticas. Também os encontramos em jogos eletrônicos de computador e videogame. É importante lembrar que diversos autores de terror inovaram na linguagem, no pensamento e marcaram a nossa cultura para sempre. Além disso, essas personalidades ousaram fazer uma análise do ser humano a partir de seu lado mais obscuro, missão que muitos não teriam coragem de realizar.

Como grande entusiasta deste gênero, vou aproveitar este mês de outubro para comentar sobre livros que li, filmes que vi e sobre referências culturais importantes que destacam o terror não só como algo fantasmagórico, mas sim, como sentimento causado a partir de conflitos pessoais e morais e que pode ser objeto de reflexão.  

Acompanhem, então, as publicações do Mês do Horror no Da Literatura!


Você gosta de literatura de horror ou terror? Que livros você leu que se encaixariam nessas definições? Comentem!



Não se esqueça de participar da Promoção Mês do Horror. Estamos sorteando um exemplar do livro Edgar Allan Poe: Medo Clássico. Confira!





*Imagens retiradas da Internet.






Ana Karina (ou só Karina) é a criadora e autora do blog Da Literatura. É gaúcha de Porto Alegre, geminiana tagarela e mãe da Capitu. Atua como professora de Literatura e Língua Portuguesa da rede municipal e ama a sua profissão. Viciada em livros, cinema, arte e cultura geek. Adora viajar, conversar e fazer piadas sem graça.

0 comentários via Blogger
comentários via Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário